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Incrível a experiência cultural que vivi recentemente em um hotel frente a uma das lindas praias da Bahia.
Pelas manhãs, como é bastante comum em um hotel de lazer, os funcionários da recreação dão aula de hidroginástica para os hóspedes. Músicas variadas animam a área da piscina. Eles começam com músicas americanas bem dançantes, pulam para o pancadão tecno praticamente insuportável e claro, terminam com aquele típico axé.
Nesse dia que presenciei uma fusão cultural fantástica, a piscina devia ter pelo menos trinta garotos de uma escola do interior da Paraíba, que estavam passando o fim de semana no hotel. Mesmo vindos da Paraíba, os meninos e meninas sabiam todas as coreografias das músicas do Parangolé, Chiclete com Banana, Cláudia Leitte, Ivete Sangalo e muitas outras bandas baianas, deixando a piscina com um visual animado onde braços prá lá e prá cá, gritos de uhúu, giros pra direita e pra esquerda, faziam com que todos que estavam do lado de fora entrassem no clima.
Era impossível ficar imóvel!
Até um grupinho de hóspedes árabes batiam palmas desritmadas, mas sorriam, balançavam as pernas sobre as espreguiçadeiras e não tiravam os olhos da turma da hidro.
Sim, você não leu errado…
Um grupinho de três homens com idades na faixa dos 30 anos…árabes!!!
Bom, na verdade até hoje estou na dúvida se eles são árabes ou indianos. É que a recepção do hotel comentou que eles eram indianos, já os monitores de lazer afirmaram serem da Arábia Saudita…
Eu acho que são indianos, afinal, a pele, os cabelos e outras características que eles mostraram, dão toda a pinta que eles são conterrâneos de Gandhi.
Eu só sei que eles começaram a remexer os ombros e a dar pequenos pulinhos em um só pé, batiam palmas enquanto riam e conversavam entre eles…foi um momento muito gostoso de se ver!
Quando eles começaram de verdade a ficarem animadinhos, o monitor encerrou a aula e os hóspedes se dissiparam pela piscina e fora dela…
Cerca de meia hora depois, um desses indianos que era mais extrovertido e falante, fez sinal para outros amigos que estavam assistindo tudo da varanda de outros apartamentos. Parecia que ele os chamava para descerem ate a piscina. E não é que de repente a trinca de indianos se transformou em quinze deles!
Os meninos da Paraíba já não estavam na piscina e o sol já estava fraquinho, quase desaparecendo…
O indiano mais extrovertido entregou um CD a um dos monitores do hotel e não é que a música “deles” começou a tocar e deixou o ambiente super animado?
Aos poucos ele foi ficando desinibido, começou a mexer os braços, a remexer as cadeiras e seus amigos também foram tomando conta da beira da piscina. O ambiente ficou realmente animado e até curioso, por imaginar que estávamos em plena Bahia, ouvindo o ritmo dos tambores indianos e bem a minha frente, pelo menos dez homens daquele país tão distante e misterioso, rebolando ora na ponta de um dos pés, ora com os dois pés no chão, mas com um dos joelhos flexionado.
Algumas garotas daquele grupo da Paraíba se aproximaram e a integração ficou globalizada!
Elas tentavam imitar alguns movimentos, principalmente com os braços e mãos rodopiando acima dos ombros, mas os indianos riam e repetiam os movimentos tentando ensiná-las como se fazia…
A poucos metros dalí, eu me divertia e pensava o quão curiosa e fantástica era aquela cena, aquele momento!
Cheguei a conclusão que não sabemos nada dos outros povos, outras culturas…
Cheguei a conclusão que o mundo é enorme e mesmo com a internet encurtando as distancias culturais virtuais, temos muito que aprender, viver e conhecer!









